LEMBRO-ME BEM DO SEU OLHAR

Este es un poema de Pessoa, el maestro. Lo encontré en un sitio: tantodemim.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_06.html (Para los curiosos) Prometo la versión en español, pronto. L embro-me bem do seu olhar. Ele atravessa ainda a minha alma, Como um risco de fogo na noite. Lembro-me bem do seu olhar. O resto... Sim o resto parece-se apenas com a vida. Ontem, passei nas ruas como qualquer pessoa. Olhei para as montras despreocupadamente. E não encontrei amigos com quem falar. De repente vi que estava triste, mortalmente triste, Tão triste que me pareceu que me seria impossível Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse, Mas porque seria impossível viver amanhã e mais nada. Fumo, sonho, recostado na poltrona. Dói-me viver como uma posição incómoda. Deve haver ilhas lá para o sul das coisas Onde sofrer seja uma coisa mais suave, Onde viver custe menos ao pensamento, E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais Nem no dia do ...